Homepage / News do Vinho / India, novo eldorado do vinho

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Índia, Malásia, Filipinas, Tailândia fazem parte dos novos mercados emergentes onde o vinho permanece relativamente desconhecido da população, mas vem mostrando grande um potencial. Na India, por exemplo, apesar dos freios religiosos, a cultura do vinho está ganhando literalmente terreno e a bebida vem sendo cada vez mais consumida. 

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Esse mercado de nicho, que interessa a elite jovem, urbana e trendy, vem aumentado a demanda por vinhos premium e por atividades de enoturismo. Sula Vineyards, que responde por mais de 50% do negócio doméstico de vinhos sendo a única vinícola indiana na bolsa de valores, registrou um aumento de 24,4% nos lucros do primeiro trimestre de 2023, com lucro líquido consolidado de 136,8 milhões de rúpias (cerca de oito milhões de reais). Segundo a Reuteurs, as marcas premium respondem por aproximadamente 89% das vendas da Sula Vineyards. Já a receita do enoturismo cresceu 11%, devido a um aumento de 70% no número de visitantes em sua vinícola localizada em Nashik, oeste da India, a cerca de 180 km da capital.

As ações da Sula Vineyards fecharam em alta de 1,3% antes dos resultados. A empresa subiu 35,7% desde sua estreia na bolsa em dezembro. As receitas da Sula experimentam um crescimento médio anual de mais de 13% nos últimos dez anos. Eles somaram 4,5 bilhões de rúpias (285 milhões de reais) com um lucro líquido de 521 milhões de rúpias (32 milhões de reais) no último exercício financeiro.

Embora o consumo de vinho tenha aumentado, os volumes ainda são discretos, apenas 20 milhões de litros no ano passado, segundo a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV). O vinho responde por menos de um por cento do enorme mercado de bebidas alcoólicas da Índia, os destilados são mais apreciados no país de 1,4 bilhão de pessoas. 

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Vinhos estrangeiros de olho no mercado

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Além do crescimento do vinho nacional, os vinhos estrangeiros são bastante apreciados pelos indianos, atualmente representam 17% do mercado interno. A Austrália é o principal exportador de vinhos para o país. Um recente acordo comercial, assinado no ano passado, diminui as tarifas sobre garrafas de vinho australiano de 150% a 100%, com o objetivo de passar a redução a 25% nos próximos anos.

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Sula Vineyards

Inspirado pela região de Napa Valley, na California, Rajeev Samant, ex- aluno da Stanford, construiu um amplo complexo de hotéis na esperança de fazer de Nashik a capital indiana do vinho.

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Na década de 1990, quando a vinícola foi criada, a Índia era um dos maiores produtores de uva do mundo e Nashik uma de suas principais regiões, mas a produção consistia apenas em uvas de mesa para consumo e passas. Em 1996, as primeiras uvas da Sula Vineyards foram plantadas pelo CEO Rajeev Samant em Nashik, região situada a uma altitude de 600 metros acima do nível do mar, em solo de origem vulcânica. 

Inspirado pela região de Napa Valley, na California, o ex- aluno da Stanford construiu um amplo complexo de hotéis na esperança de fazer de Nashik a capital indiana do vinho.

Sula Vineyards

Como em Napa, a baixa latitude do vinhedo indiano contribui para vinhos mais tânicos, encorpados, com cor intensa com alto teor alcóolico graças as uvas bem maduras. Porém, a alta altitude ajudar manter uma acidez mediana da uva para refrescar e equilibrar o vinho. Porém, como me Napa, a região vem sofrendo como aquecimento global. Nashik já sofreu de inundações e secas e o aquecimento global acelera o amadurecimento das uvas, acompanhadas de queda da acidez, aumento dos açúcares e conseqüentemente do teor alcoólico do vinho. Na comunicação feita aos investidores na entrada na bolsa, em dezembro passado, Sula Vineyards alertou para o risco de “condições climáticas adversas” afetarem a qualidade da uva. O tempo ruim parece não dar medo aos investidores.

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Fotos: Sula vineyards Gallery website